
Diretores do Sindireceita também cobraram providências para melhoria do atendimento na RFB
Diretores do Sindireceita reuniram-se nesta quinta-feira (12) com representantes da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogep) para reivindicar a emissão das novas carteiras funcionais e das autorizações de porte de arma para a carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil. De acordo com o coordenador substituto da Cogep, José Aparecido, os modelos de carteira funcional foram encaminhados à secretária Lina Maria para decisão final. “Após essa decisão, faremos o possível para dar logo início à confecção das carteiras”, informou.
O diretor de Defesa Profissional e Estudos Técnicos, Rodrigo Thompson, cobrou agilidade na definição dos modelos e solicitou que as entidades sejam novamente chamadas para se manifestar a respeito da opção a ser tomada pela administração. “Essa discussão já se arrasta há um bom tempo. Carteira funcional não é algo secundário. Os colegas vêm, há quase dois anos, portando uma carteira completamente desatualizada”, disse.
Quanto ao porte de arma, Thompson destacou a sua importância para o aprimoramento da Instituição e para a proteção dos servidores. “A Receita Federal está avançando muito na área de vigilância e repressão, que precisa se equipar e profissionalizar mais. Nesse contexto, um problema enfrentado hoje é que a lei passou a impor uma autorização para o porte de arma, mas os colegas não têm como obtê-la”, comentou. Thompson lembrou ainda que houve um grande retrocesso com a edição do Decreto nº 6.715, de 29 de dezembro de 2008, que altera o regulamento do Estatuto do Desarmamento. “O Decreto, extrapolando sua função regulamentar, proíbe o uso ostensivo da arma pelos colegas em serviço, o que não faz o menor sentido. Precisamos reverter isso.”, ressaltou.
Para o diretor de Comunicação e Informática, Augusto Corôa, o decreto cria problemas graves de segurança. “É bem mais perigoso os servidores trabalharem com uma arma camuflada no corpo do que a usando ostensivamente. O fora-da-lei é encorajado a reagir e o servidor se expõe”. Corôa também cobrou que a administração já começasse a adotar medidas relativas à aquisição, uso e armazenamento de armas pela Instituição. Ele propôs ainda que a RFB firmasse convênio com a Polícia Federal para tornar mais acessível a obtenção dos comprovantes de habilitação técnica e psicológica. “Independente do modelo de carteira funcional que será escolhido, assim que estiverem disponíveis, os interessados já terão cumprido os requisitos para solicitá-la”, disse.
Atribuições
Encerrada a pauta, o secretário-geral da DEN, João Jacques, alertou os representantes da administração sobre a importância de priorizar o debate sobre atribuições. José Aparecido afirmou que houve uma primeira tentativa nesse sentido quando foi instituído um grupo de trabalho para tratar do assunto, mas disse que o debate não andou por conta de conflitos entre as entidades. “Mas isso vai ser tratado, com certeza. Sabemos da importância de enfrentar esse assunto e estamos focados no interesse público”, assegurou.
Atendimento
O coordenador-geral da Cogep, William Darwin Júnior, também participou da reunião e voltou a falar sobre o problema do atendimento ao contribuinte. De acordo com ele, no momento da unificação a questão do atendimento não foi tratada de forma sistêmica, o que agravou a situação. “Resolveram problemas pontuais e a situação foi criando um grau de complexidade muito grande”. Conforme o coordenador, a Cogep, ao mesmo tempo em que está realizando reuniões com as entidades, também pretende promover encontros com os administradores das regiões fiscais e com os funcionários da “ponta” para encontrar uma solução para o problema. “Estamos trabalhando ainda na tentativa de aprovar vagas para concurso público o mais rápido possível”, disse.