Hospedagem de Sites
O Analista
"O Estado precisa do Servidor
Público valorizado e respeitado.
A Receita Federal é
O instrumento de sustentação
do Estado".
Boletim Sem Nó
Os cadastros no Boletim Sem Nó estão suspensos!!
Feed RSS
Se inscreva em nosso Feed RSS!!
Subscribe to RSS! Subscribe to RSS Comments!

Abr
17

Poemas

adminUncategorized

Você conhece o blog do Caetano? aqui

AGOSTO

Há gosto de chuva no mês de agosto.
E cheiro de lenha e uma cor,
nas ruas, de vento gelado.

Há, em agosto, um gosto de espera,
um ar de esperança:
logo, logo é setembro e a vida, renovada,dança. Cláudia Schwab

–>

O homem que vestiu terno

Arte de Eduardo Guimarães

Ele veio garoto para o Sul. Um garoto pobre, uma família grande de nordestinos numa parte do país que os considerava um preço a pagar pela construção da São Paulo moderna. A São Paulo deles.

O menino nordestino tinha tudo para não ser nada na vida. Mas também tinha aquilo que é preciso para ser muito: coragem e capacidade de sonhar.

Num país em que tantos desistem antes de começar, e por razões muito boas, o garoto nordestino via na vida uma oportunidade em vez de um fardo.

Havia um sonho, no entanto, que lhe tomava as noites e o mergulhava em devaneio. Era um sonho que, para muitos, seria de uma banalidade ininteligível: era o sonho de simplesmente vestir um terno, que ele achava lindos, um símbolo de ascensão social impensável para os de sua origem.

O menino se tornou um homem e, então, um líder. Vestiu seu terno e chegou ao topo, dando a uma nação inteira muito mais do que um bom governo, dando aos meninos que sonham vestir ternos a certeza de que a qualquer um é possível vesti-los.

_______________________________________________________________________________________

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o ouvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão

Carlos Drummond de Andrade

RESPOSTA DE UM CANTADOR PARA O COORDENADOR DA ESCOLA DE MEDICINA DA BAHIA

A vingança do berimbau

Autor: Miguezim de Princesa

Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.

II

Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um mocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.

III

O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.

IV

Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará

De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.

V

O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.

VI

Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.

VII
O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado

De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.

VIII

Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.

IX
Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.

X
Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula - semba de Angola,
Nosso samba de além-mar.

XI
Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.

Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!

XII
Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.

XIII

O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central

De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.

Una mujer desnuda y en lo oscuro - Mario Benedetti

Una mujer desnuda y en lo oscuro

tiene una claridad que nos alumbra

de modo que si ocurre un desconsuelo

un apagón o una noche sin luna

es conveniente y hasta imprescindible

tener a mano una mujer desnuda.

Una mujer desnuda y en lo oscuro

genera un resplandor que da confianza

entonces dominguea el almanaque

vibran en su rincón las telarañas

y los ojos felices y felinos

miran y de mirar nunca se cansan.

Una mujer desnuda y en lo oscuro

es una vocación para las manos

para los labios es casi un destino

y para el corazón un despilfarro

una mujer desnuda es un enigma

y siempre es una fiesta descifrarlo.

Una mujer desnuda y en lo oscuro

genera una luz propia y nos enciende

el cielo raso se convierte en cielo

y es una gloria no ser inocente

una mujer querida o vislumbrada

desbarata por una vez la muerte.

Mario Benedetti

Bertold Bretch

“Há militantes que lutam um dia e são bons
Há outros que lutam um ano e são melhores
Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons
Porém há os que lutam toda a vida
Esses são os imprescindíveis”

Publicado em 27|03 pelo(a) wiki repórter Luis Carlos, Brejo Santo-CE
Quando um sonho é mais que infinito
Ele acaba por vencer você.

Lá nas nuvens é tudo muito branco

Mas o chão está longe prá te ver.

Estou indo embora daqui
Porque sei que assim é melhor.

Estou é fugindo de mim
Pois o tempo que passa é maior…

Quer seja curto ou comprido

Autor desconhecido
Quer seja curto ou comprido
Quer seja fino ou mais grosso
Um órgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso .
De incalculável valor
Ninguém tem um a mais
E desempenha no amor
Um dos papéis principais .
Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com fervor
Se é um rapaz, estremece
Se é velho, tem pouco vigor .
O seu nome não é tão feio
Pois tem sete letrinhas só
Tem um R e um A no meio
Começa em C e acaba em O.
Nunca se encontra sozinho
Vive sempre acompanhado
Por outros dois orgãozinhos
Junto de si, lado a lado .
O nome destes, porém
Não gera confusões
Tem sete letras também
Tem L e acaba em ÕES .
Prá acabar com o embalo
com as más impressões
Os órgãos de que eu falo…
São o CORAÇÃO e os PULMÕES.
Publicado em 28|03 pelo(a) wiki repórter Mirna Cavalcanti de Albuquerque, RJ-RJ

O Conselho Supremo dos Anarquistas

I. Quinta-feira

Como o leito do rio
Contém a correnteza
E as raízes e as plantas
Sustentam o chão,
Ele escreve seus versos
Com o gosto e a clareza
De quem canta as coisas
Como elas são.

É um anarquista,
Tenha certeza,
Ainda que digam que não.

Imaginem-lhe a tristeza
De ter de ouvir: reacionário!

Não!
Não há outro subversivo
Nem haverá!

Ele é o poeta da lei
– tão longe ninguém iria.
Sua bandeira chama-se ordem,
A anarquia das anarquias.

por Rodolfo Lira Prado Borges

Caetano Veloso - O Poeta - unanimidade total que não é burra

Tudo sobre Caetano Veloso aqui

Contos Zen IV

Parábola: A borboleta
Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As
meninas sempre faziam muitas perguntas. Como pretendia oferecer a melhor educação,
elas foram passar férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio
respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes, as meninas inventaram uma que
ele não saberia responder. Uma delas apareceu com uma linda borboleta para pregar
uma peça no sábio.
– Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou
morta. Se ele disser que está morta, vou abrir e deixá-la voar. Se disser que ela está
viva, vou apertá-la e esmagá-la. Assim qualquer resposta estará errada!, disse uma
delas.
– Tenho uma borboleta nas mãos. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?,
perguntou uma delas ao sábio, que estava meditando.
– Depende de você…ela está em suas mãos, disse ele, sorrindo calmamente.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém
quando algo dá errado. Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós
escolher o que fazer com ela.
Fonte: ver contos zen I aqui

Contos Zen III

Parábola: A cenoura o ovo e o café
Uma filha se queixou ao pai sobre a vida, que estava muito difícil. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e seguir em frente.
Parecia que quando um problema estava resolvido, um outro surgia. Calmamente, seu pai, que era um talentoso e sábio “chef”, levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo a água começou a ferver. Em uma, ele colocou cenouras; em outra, ovos; na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o fogo. Retirou as cenouras e depositou-as numa tigela. Com cuidado, pegou os ovos e deixou-os em outra tigela.
Então pegou o café com uma concha e despejou-o numa xícara. Virando-se para ela, perguntou:
– Querida, o que você está vendo?
– Cenouras, ovos e café, ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu. Depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:
– O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis. Mas sua casca fina protegia a clara e a gema. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
– Qual deles é você?, perguntou o pai a filha. Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

Contos Zen II ( À minha filha Geisa, minha jóia rara, brilhando na Holanda )

Parábola: O Anel
Todos somos como uma jóia. Valiosos e únicos. Mas andamos pela vida
pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
–“Venho aqui, professor, porque não tenho forças para fazer nada. Dizem-me
que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que
posso fazer para que me valorizem mais?”
O professor, sem olhá-lo, disse:
– “Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar. Devo primeiro resolver o
meu próprio problema. Talvez depois.” E fazendo uma pausa, falou:
– “Se me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois,
talvez, possa te ajudar.”
– “C…claro, professor”, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez
desvalorizado. Então, o professor tirou um anel que usava no dedo, deu ao garoto e
disse:
– “Vá até o mercado. Venda esse anel porque tenho que quitar uma dívida. É
preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma
moeda de ouro.”
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o
anel aos mercadores. Quando o jovem mencionava a venda do anel por uma moeda de
ouro, alguns riam, outros saíam sem olhar para ele. Só um velhinho foi amável e
explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para se comprar um anel. Tentando
ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o
jovem não aceitava menos que uma moeda de ouro. Depois de oferecer a jóia a todos
que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, retornou.
– “Professor, é impossível conseguir o que me pediu.
Talvez pudesse obter 2 ou 3 moedas de prata, mas não se pode enganar ninguém
sobre o valor do anel.”
– “Importante o que disse, meu jovem”, contestou sorridente o mestre.
“Devemos saber primeiro o valor do anel.
Vá até o joalheiro. Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele.
Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.” O
jovem foi ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro observou-o com uma
lupa e disse: 26
“Diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que
58 moedas de ouro pelo anel.”
O jovem, surpreso, exclamou:
– “58 MOEDAS DE OURO!!!”
– “Sim”, replicou o joalheiro, “eu sei que poderia oferecer 70 moedas , mas se a
venda é urgente…”
O jovem correu emocionado para contar ao professor.
– “Sente-se”, falou o professor depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou. E
disse:
– “Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única, que só pode ser avaliada por
um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?” Dizendo
isso, voltou a colocar o anel no dedo:
– “Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos. Mas andamos pelos
mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.”

Contos Zen I

Parábola: Somente de Passagem

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi ao oriente, com o
objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples
e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
“- Onde estão os seus móveis ?” - perguntou o turista.
“- Os meus ??” - surpreendeu-se e perguntou também:
“- E onde estão os seus…?”.
“- Os meus??” - surpreendeu-se o turista.
“- Eu estou aqui só de passagem!”. Disse o turista.
“- E eu também.” - concluiu o sábio.
A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se
fossem ficar aqui eternamente e se esquecem de ser feliz.

Fonte:http://www.karate-do.com.br/budo/download/BUDO_Newsletter_032007.pdf
Nemer, obrigado.

A rosa de Hiroshima - Vinícius de Moraes

Rosa de Hiroshima é um poema de Vinícius de Moraes que foi musicado por Gerson Conrad para os Secos e Molhados. Fala sobre a explosão atômica de Hiroshima.

A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

in Antologia poética in Poesia completa e prosa: “Nossa senhora de Los Angeles” in Poesia completa e prosa: “Cancioneiro”

Confissões de um cego - Agnelo Regis

Talvez por ser máquina
confesso talvez automático
que no meu pensamento curto direto
só vejo nublado porque de longe
o aconchego do homem ao saber
e não consigo ver distante.

A generosa boca do mundo
cospe nos olhos e engole a voz
vejo nos olhos de outros
o medo que meus olhos vêem
e pelo próprio ato fato seu meu
passo pelo povo e não vejo povo
leio em seus olhos apenas eu.

Agnelo Regis - anuario de poetas do Brasil, org.aparicio fernandes e horagá ed.contemp 1980 -

Metamorfose de um país - Agnelo Regis

Nasci também cresci dentro do meu país
estudei também descobri meu país
e dentro bem dentro de meu país
também trabalhei pra fora do país
como raizes sugam meu sangue do país
e alimentam almas de fora do país
e nesta acostumada e cansada rotina de meu país
meu país vai se transformando no outro país
e se meu povo comigo não acordar o país
vai ser triste me sentir morrer fora do país
apesar de bem dentro do meu país.

Agnelo Regis ( Horagá Ed. Contemp e Anuário de poetas do Brasil - 1980 )

NÃO DIGA NADA - Agnelo Regis

Não diga nada
finja que não viu
não escreva nada
finja que esqueceu
ele ensinava ao homem
esquecer o homem de dentro de si
ele queria do homem só pensamentos
sem asas sem essência do existir
ele tinha autoridade de exigir
mas o homem tinha dois homens dentro de si
um era o homem que a gente sabe
outro era o homem que a gente quer

não diga nada
finja que não viu
não escreva nada
finja que esqueceu
ele incutia no homem
inexistência do homem dentro de si
ele queria do homem o próprio homem
e que do vazio brotasse o medo
e que fosse colhido o fruto manso
mas o homem tinha dois homens dentro de si
um era o homem que sente sede e fome
outro era o homem que sente fé.

Agnelo Regis ( Confraria Ed. Contemp - 1979 )

RAIZ DO HOMEM - Agnelo Regis

Raiz do homem

no mundo

por força mais forte

e o mundo ?

segredo do homem

resumo

da vida e da morte

segredo das plantas

na raiz talvez

e o homem ?

musicalmente

cravado na terra

segredo do homem

na mente talvez

e o mundo ?

poeticamente

sua mente mais velha.

( agnelo regis - Confraria - 1979 Ed. Contemp )

Todos os Direitos Reservados à Cabresto sem Nó